A
Descrição Bibliográfica Internacional Normalizada – ISBD constitui um instrumento essencial para a formulação e comunicação normalizada de informação bibliográfica.
Ao longo dos seus quarenta anos de existência foi objeto de um processo evolutivo que passou por várias fases, desde uma fase de especialização, com a criação de
ISBD separadas para tipos específicos de recursos, passando por campanhas periódicas de revisão e, finalmente, após o estabelecimento dos requisitos funcionais para os registos bibliográficos (
FRBR) a entrada numa nova fase, a da consolidação dos textos, com a publicação em 2007 de uma edição consolidada preliminar e, em 2011, da International Standard Bibliographic Description -
ISBD, Consolidated Edition, já
editada em português pela BNP em 2012.
O texto da ISBD consolidada, desenvolvido pelo
Study Group on Future Directions of the ISBDs, apresenta um corpus unificado que reúne e funde as regras de descrição para todos os tipos de recursos, e foi construído de modo a evitar a redundância e a adquirir maior harmonização na escrita e descrição de todos os materiais, assegurando, assim, uma coerência transversal indispensável tanto para a aplicação atual da norma como para a sua manutenção futura.
Embora a ISBD esteja em consonância com a terminologia dos Requisitos funcionais dos registos bibliográficos (FRBR), não a incorpora diretamente e opta por manter uma terminologia específica.
A estrutura base e os elementos de dados da ISBD provaram ser relativamente estáveis ao longo dos anos e continuam a ser amplamente utilizados. O único elemento que motivou investigação separada e foi objeto de remodelação profunda foi o 2º elemento da Zona 1 -
Indicação geral da natureza do documento, reconhecida que era a ineficácia dum elemento em que se misturavam dados de natureza diferente, como o formato físico, tipo de material, forma do suporte e notação. Surge, assim, na edição consolidada, uma alteração na estrutura, a passagem de oito para nove zonas com a criação de um nova zona, que não é de descrição mas sim para colocação e organização do catálogo, a Zona 0 -
Forma do conteúdo e tipo de meio.