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Mostra

No mar estava escrita uma Cidade… 450 anos da fundação do Rio de Janeiro

 

Próxima conferência

10 dez. | 18h00

Carta de um Negociante Anónimo: um retrato quase virgem do Rio de Janeiro do Dezanove, por Maria Adelina Amorim

 

 


Inovação, Universalidade e Atualidade

da obra de Machado de Assis

CONFERÊNCIA | 9 nov. '15 | 18h00 | Auditório BNP | Entrada livre

Poeta, jornalista, cronista, teatrólogo, crítico literário e musical, contista e romancista, Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908) viveu intensamente a vida do Rio de Janeiro do II Império, refletindo-a ao longo de  sua obra. Embora atravessando o período do Romantismo e depois do Realismo e Naturalismo no país, jamais se escravizou a qualquer escola estética ou filosófica, conservando desde seus primeiros livros uma contenção de linguagem e uma sobriedade de estilo que o tornavam  sem dúvida distinto de seus contemporâneos nacionais. Machado foi o escritor do substantivo, em todos os sentidos, o que explicaria a sua permanente atualidade e o interesse crescente que vem despertando em leitores de todas as latitudes. Ironia, ceticismo, pessimismo e descrença no ser humano se expressam através de um estilo desconcertante e uma estética revolucionária, aparentada com autores como Sterne, Xavier de Maistre e o próprio Garrett. Trata-se na verdade de uma completa inovação, de um ousado rompimento com as técnicas e a filosofia do romance tradicional.

Machado de Assis foi - genética, cultural e afetivamente - muito próximo e identificado com Portugal. Sua mãe era açoriana, de São Miguel; a mulher de sua vida, Carolina Xavier de Novais, com quem compôs o mais harmonioso casal ao longo de 35 anos, nascera no Porto, e, finalmente, seu conhecimento e admiração por Camões, Garrett, Herculano e Eça de Queiroz, entre outros, estão refletidos em cada passagem de sua obra.

Lauro Moreira, para além de suas inúmeras atividades profissionais de diplomata de carreira, foi sempre um militante da causa cultural e artística, dedicando-se às artes cênicas (ator, diretor e autor), ao cinema (documentarista) e à fotografia (premiado em concursos nacionais). Em todos os postos diplomáticos por onde passou devotou-se-se com afinco à promoção das artes e da cultura brasileiras. Em 1998 lançou o CD duplo Mãos Dadas, onde interpreta poetas de todos os países de língua portuguesa e, em 2005, gravou o álbum Manuel Bandeira: o Poeta em Botafogo; em 2008, um álbum duplo com poemas de Marly de Oliveira. Criou também, em 1999, o Grupo Solo Brasil, para apresentar o que há de mais representativo na música brasileira do século XX. O grupo já esteve em 20 países, inclusive em Portugal - onde se apresentou em Lisboa e nove outras cidades - e em dezenas de cidades brasileiras, alcançando sempre um marcante sucesso. Entre várias outras distinções honoríficas, Lauro Moreira recebeu a Gran-Cruz da Ordem do Rio Branco e a da Ordem do Infante Dom Henrique. Em 2009, ao concluir sua missão de Embaixador do Brasil junto à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP, foi agraciado pelo Movimento Internacional Lusófono com o título de Personalidade Lusófona do Ano.